Amor e frustração: por que o cupido insiste no mesmo erro?

Vamos falar um pouquinho sobre conflitos amorosos? Já percebeu que é muito comum escutarmos cotidianamente algo como: “a culpa é do destino”, “meu cupido é malvado” ou “tenho dedo podre”? Então, será mesmo que o motor eminente desta problemática seria o destino, o cupido ou o dedo podre? ?

A queixa

Interessante perceber que comumente ocorre da pessoa escolher um(a) parceiro(a) que não a agrada em determinada característica, logo venha a optar por finalizar com o relacionamento, porém, em seu próximo relacionamento, escolhe outra pessoa com a mesma característica que se queixava do(a) ex-companheiro(a). 

Como se não bastasse, quando se depara com a situação, confirma que “são pessoas iguais, mudou apenas a roupa, ou trocou cebola”, ou seja, nada mudou perante a escolha.

Mas por que isso acontece?

Infelizmente não existe uma resposta unânime pertinente a este movimento psíquico, afinal, cada um desenvolve seu estilo de vida.

Mas podemos dizer que toda escolha se sustenta a base de um desejo inconsciente, ou seja, se a pessoa obstina na escolha da mesma característica dentre as opções de sua busca amorosa, mesmo que tal característica lhe proporcione desprazer, algo este sujeito encontra de satisfatório na escolha, algo tem a resolver nesta problemática que se repete, elabora, e repete novamente dentre seus relacionamentos afetivos.

Isso tem cura?

Venho te avisar que o amor não se cura, e ainda bem que você ama, senão estaria morto! Mas a partir do momento que a pessoa se incomoda e procura ajuda psicológica, demonstra que aquela escolha já não era como antes, o fato do sujeito perceber seu sofrimento e optar por “encarar de frente”, poderá proporcionar a si uma redescoberta das próprias maneiras de amar.

 

Fernanda Dalla Paula Donato – Psicóloga

CRP 04/53143

 

Fernanda Dalla Paula Donato

Formada no curso de Psicologia, no centro Universitário Unifaminas, pós-graduando em Psicanálise clínica, utilizando da teoria psicanalítica para os atendimentos, produzindo através da associação livre, a escuta singular do paciente. Atualmente elaborando uma pesquisa delimitada à Ética da Psicanálise, na busca de ratificar que a escuta psicanalítica não se reduz ao âmbito do setting terapêutico. A Psicanálise se refere a uma das modalidades dentre o âmbito da Psicologia, a qual foi criada por Sigmund Freud no ano de 1.890, porém sua incidência permanece em nossa atualidade. Propõe intervenção diretamente na fala do sujeito, sendo assim não utiliza dos recursos de testes psicológicos, pois a ênfase se direciona no "dizer" do analisando, exigindo assim uma escuta refinada no analista, pois geralmente a queixa inicial do paciente, ou o sintoma do mesmo, se sustenta em elementos latentes ao consciente, ou seja, por isso a Psicanálise é conhecida como a teoria do inconsciente. Perfil profissional (Instagram):@fernandadallapaulapsi Perfil direcionado à escritas aleatórias (Instagram): @deliberandoemescrita
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