Ansiedade tem cura? Saiba o que fazer se você tem ansiedade

Os transtornos mentais têm chamado cada vez mais a atenção da sociedade nos últimos anos. Entre eles, a ansiedade é um dos problemas que mais atrapalha a vida das pessoas em todo o mundo. No Brasil, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, esse transtorno acomete 9,3% das pessoas.

Mas o que é a ansiedade? Trata-se de uma condição marcada por altos níveis de tensão e medo irracional. Em pessoas ansiosas, a preocupação com situações da vida são desproporcionais ao perigo real. Assim, pode ficar muito difícil levar a rotina normalmente.

Você quer saber mais sobre o assunto? Acompanhe as informações completas que trouxemos neste post!

Quais são os sintomas da ansiedade?

Você provavelmente já ouviu ou falou frases como essas: “a proximidade da prova está me causando ansiedade” ou “já estou ansioso para a festa de sábado”. Essas sentenças dão alguns sinais do que é a sensação de ansiedade. De fato, a preocupação ou a vivência de expectativas em relação ao futuro nem sempre constituem um transtorno psíquico.

Dentro do grau de normalidade, todos nos sentimos ansiosos em algum momento da vida. Afinal, estamos sempre refletindo sobre o passado e planejando o futuro, não é mesmo? Mas devemos estar atentos a sintomas que indiquem que a ansiedade passou dos limites e pode estar gerando aspectos doentios.

O medo irracional é um dos sinais desse transtorno. Nem sempre pode ser simples diferenciar se o receio que você sente é normal ou patológico. Por isso, reflita sobre as situações que você vive.

Ter medo de assalto ao passar por uma rua deserta e pouco iluminada, por exemplo, pode ser normal. Já se sentir nervoso em locais públicos sem justificativa é sinal de alerta.

A preocupação excessiva também é um sinal de que algo não vai bem com as suas emoções. Quem costuma colocar muita pressão sobre si mesmo e buscar o perfeccionismo precisa ficar de olho. Se você antecipa vários cenários em uma situação e costuma sofrer por antecipação, saiba que a ansiedade provavelmente está por trás disso.

Outros sintomas desse transtorno são a timidez ou bloqueio diante de situações sociais e a lembrança constante de situações traumáticas ou vergonhosas. Pessoas muito ansiosas costumam ter flashbacks que geram emoções negativas e as atrapalham, ou mesmo impedem, de realizar tarefas rotineiras. Quando isso acontece, é sinal de que a ansiedade está sobrecarregando você.

Além dos sintomas psicológicos, o transtorno de ansiedade inclui também aspectos físicos. Um dos principais é a insônia. Você pode perceber isso tanto pela demora em pegar no sono quanto pela falta de qualidade das suas noites ter sono agitado ou acordar com frequência, por exemplo.

A tensão muscular e as dores também indicam problemas com ansiedade. É comum sentir tensão na mandíbula, punho e ombros. Além disso, o nervosismo pode desencadear enjoos, dores na barriga, na cabeça ou no peito (algumas pessoas relatam medo de estar sofrendo um ataque cardíaco).

Ansiedade tem cura?

Se você se identifica com alguns dos sintomas que apresentamos, provavelmente está se questionando sobre o prognóstico do transtorno de ansiedade. Na verdade, não podemos falar de cura para ele atualmente. Como a maioria dos problemas psicológicos, a ansiedade ainda precisa de muitos estudos para ser melhor compreendida.

Até hoje, não sabemos ao certo as causas desse problema, o que dificulta falar em sua cura. Entretanto, a medicina e a psicologia já tiveram muitos avanços. O tratamento para ansiedade tem gerado ótimos resultados e ajudado muitas pessoas a conviverem tranquilamente com o transtorno.

Muitos pacientes, inclusive, não voltam a sofrer com os sintomas do transtorno depois do tratamento. Assim, embora não possa se falar sobre cura efetiva, essas pessoas têm a remissão do quadro. Ou seja, dizer que o problema não pode ser curado não significa que o paciente tenha que conviver com os sintomas para sempre ou que viva em constante tratamento.

Como funciona o tratamento?

Para aliviar os sintomas da ansiedade e chegar à remissão do transtorno o ideal é que suas causas sejam tratadas por meio da psicoterapia. Em alguns casos, o uso de medicamentos é necessário. Entretanto, eles não são suficientes para resolver a condição do paciente. Afinal, remédios tratam apenas os sintomas, mas não afetam a raiz do comportamento ansioso.

Os remédios a serem utilizados e o período de tratamento dependem de cada caso, e isso deve ser analisado pelo médico psiquiatra. O período em que o paciente precisa ficar em terapia também vai depender de cada situação e a pessoa mais indicada para definir isso é o psicólogo.

Nem sempre a ansiedade precisará ser tratada com medicamentos. Muitos casos desse transtorno estão ligados a causas emocionais, como traumas do passado ou situações estressantes do presente. Em alguns pacientes, entretanto, há também a influência de questões fisiológicas. Nesses casos, a combinação da terapia com as consultas psiquiátricas é o mais indicado.

Esses tratamentos têm o objetivo de reduzir os sintomas e preparar a pessoa para lidar melhor com o transtorno. Quando eles são efetivos, os episódios de crise de ansiedade diminuem muito (ou até desaparecem). Além dos atendimentos profissionais que já citamos, algumas mudanças na rotina são importantes para melhorar os sintomas da ansiedade. Falaremos sobre isso mais adiante.

Quais são os tipos de ansiedade mais comuns?

Embora possamos falar de forma geral desse tipo de transtorno, na verdade, ele pode se manifestar de diferentes formas. Veja quais são as mais conhecidas:

Ansiedade generalizada:

Nesses casos, a pessoa vivencia os sintomas sem que sejam identificados gatilhos específicos. Diferente das pessoas que se sentem nervosas diante de um determinado estímulo (cachorros, por exemplo), quem tem ansiedade generalizada não consegue especificar o que faz sentir o medo ou a preocupação excessiva.

Ansiedade social

Ao contrário do caso anterior, nesse subtipo o que causa o nervosismo são as situações sociais. As pessoas com ansiedade social podem se sentir assim diante de multidões ou pequenos grupos. Da mesma forma, o problema pode ser desencadeado ao encontrar desconhecidos ou mesmo familiares.

Crise de ansiedade:

As crises estão relacionadas aos sintomas físicos, que já citamos anteriormente. Além das dores no corpo, uma pessoa em crise de ansiedade geralmente sente a boca seca, suor frio e agitação motora.

Ataques de ansiedade:

Já o ataque de ansiedade acontece dentro da mente. Se a crise traz sintomas físicos, o ataque coloca a pessoa diante de pânico psicológico. A preocupação excessiva gera pensamentos negativos.

O que fazer se eu me identificar com os sintomas?

O primeiro passo para uma melhora efetiva é procurar profissionais capacitados. Como já dissemos, o psicoterapeuta é o mais indicado para esse atendimento. Caso considere necessário, ele pode indicar que você procure também um psiquiatra para realizar um tratamento medicamentoso.

O objetivo do tratamento não é sumir com a sua ansiedade. Afinal, como vimos, em um nível normal ela é positiva e necessária para a nossa vida. O medo nos impede de entrar em situações perigosas ou nos expormos a riscos desnecessários. E a preocupação com o futuro nos ajuda a fazer planos realistas e trabalhar duro por aquilo que queremos.

Assim, o tratamento da ansiedade existe para que você conquiste uma relação mais equilibrada com esse sentimento. Claro, minimizando seus efeitos, já que no transtorno ela se encontra em um nível exagerado.

Na terapia, você vai compreender também como controlar os pensamentos e comportamentos ansiosos. O psicólogo usa técnicas ,durante o atendimento, que ajudam a identificar as causas e sintomas do transtorno. Essas estratégias podem ser usadas na sua rotina normal, fora da terapia.

Muitas vezes, é preciso modificar elementos da sua vida que estão na raiz do problema. Diminuir o ritmo de trabalho ou sair de um emprego muito estressante pode ser necessário para melhorar sua saúde mental. Na terapia, você também pode chegar à conclusão que precisa se afastar de algumas pessoas ou adiar planos.

Fique tranquilo, todas essas decisões serão tomadas por você, e não pelo psicólogo. A função do terapeuta é ajudar você a encontrar caminhos, refletir sobre suas escolhas e pensar sobre o que precisa ser mudado. Ele não vai dizer o que deve ser feito, mas orientar esse processo de busca.

Por fim, outro aspecto muito significativo no tratamento da ansiedade é fazer pequenas mudanças na sua rotina. Em geral, pessoas ansiosas têm dificuldade para garantir um tempo de descanso e de relaxamento. Mas esses períodos são essenciais para que o corpo se regule e você ganhe qualidade de vida.

Assim, é comum que os profissionais indiquem hábitos saudáveis, como se alimentar bem e praticar exercício físico. Separar algum tempo para o lazer e atividades prazerosas também é fundamental. Tudo isso ajuda você a controlar a ansiedade e viver melhor, já que comer de forma saudável e manter o corpo ativo gera bem-estar e saúde física e emocional.

Apesar da ansiedade não ter cura, há muita coisa que você pode fazer para viver melhor. Quem passa por um bom tratamento e realmente se compromete com ele vê resultados efetivos. Dessa forma, é possível ter qualidade de vida e aprender a controlar os sintomas desse transtorno.

E então, o que achou deste post? As informações ajudaram você a entender mais sobre o assunto? Se você se identificou com alguns sintomas, baixe o nosso guia completo de como lidar com a ansiedade!

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5 thoughts on “Ansiedade tem cura? Saiba o que fazer se você tem ansiedade

  1. Tenho problemas de insônia e também sou muito estressada sinto dores no corpo parece que minha mente não descansa eu já acordo cansada parecendo que levei uma surra e muito estranho .

    1. Olá Juliana, pelo seu relato o ideal é comparecer em um profissional da saúde, entretanto muitas vezes o que nossa mente não suporta acaba somatizando e aparecendo como sintoma em nosso corpo, talvez seja interessante também ter um acompanhamento psicológico. Sugiro se tiver interesse que procure um de nossos psicólogos qualificados para te ajudar, acesse: http://www.psicologiaviva.com.br

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