Autossabotagem – Quando o fracasso vem antes do sucesso

Ao longo da nossa vida, é comum encontrarmos diversas situações difíceis que podem ser vencidas através de certo nível de esforço. Porém, para algumas pessoas, o maior empecilho é vencer as dificuldades que elas criam. Isso pode ser autossabotagem!

Por exemplo, um estudante sabe que se não passar em determinada prova, irá reprovar na matéria. Mesmo assim, ele não estuda ou não comparece no dia da prova, ainda que quisesse muito ser aprovado. Ou ainda quando uma pessoa conquista algo que sempre quis, mas ao invés de usufruir da própria conquista, faz de tudo para tornar o momento algo triste e ruim.

Esses são apenas alguns exemplos de pessoas que tomam atitudes para sabotar sua própria felicidade.

Entenda a autossabotagem

A autossabotagem — ou auto boicote — é um processo inconsciente que coloca a pessoa contra seus próprios impulsos e pensamentos. A partir disso, a pessoa adquire comportamentos para se punir e não chegar ao sucesso esperado ou conquistar algo pelo qual tanto lutou.

Esses comportamentos podem ser causados por vários fatores, um deles está ligado à infância. É nessa fase que nos relacionamos com nosso núcleo familiar e adquirimos referências para construir nossa própria base. Nessa relação podem ocorrer traumas na infância, sentimentos proibidos pelos pais e anseios não expressos e que ao longo do tempo vão sendo vivenciados e que carregamos até a fase adulta, podendo ser positivos e/ou negativos.

Identificando o transtorno

É natural, ao longo da vida,  que os objetivos de uma pessoa não sejam sempre os mesmo.Porém, é importante saber diferenciar essa situação do auto boicote, quando a pessoa desiste de seus objetivos por não acreditar ser capaz de alcançá-los.

Aprenda aqui como reconhecer alguns comportamentos que podem indicar a presença da autossabotagem na sua vida ou de alguém próximo.

Reconhecendo hábitos tóxicos

A procrastinação é um hábito comum entre as pessoas que se autossabotam. O ato de sempre adiar afazeres e compromissos funcionam como um mecanismo de defesa diante da sensação de incapacidade de realizar algo.  Ao longo do tempo, esse hábito pode se tornar tóxico.

Também é comum que o autossabotador apresente desculpas para abandonar projetos ou se abster de tomar decisões. Isso acontece porque essas pessoas geralmente lidam com uma baixa autoestima, responsável por prejudicar a forma como elas encaram suas qualidades e capacidades.

Essas atitudes podem ocorrer em diversos momentos da vida e tendem a se repetir, como um vício. Mas é necessário entender que esses comportamentos na verdade são tóxicos, já que impedem a pessoa de conquistar aquilo que almeja.

Além disso, o processo de autossabotagem e a constante frustração podem provocar outras doenças como depressão, transtornos de ansiedade, tentativas de suicídio, automutilação, entre outros.

O papel da psicoterapia no tratamento

Na maioria das vezes, a pessoa não se dá conta de que está se sabotando. Por isso, é importante buscar ajuda profissional ao se deparar com os sintomas que descrevemos aqui. A busca por autoconhecimento é o primeiro passo para identificar comportamentos negativos que afetam sua vida, sua maneira de agir e sentir.

O papel do psicólogo é ajudar na tomada de consciência da pessoa para as situações onde ocorrem a autossabotagem e, a partir disso, observar quais os comportamentos e sentimentos surgem em cada situação.

O profissional tem o papel de contribuir para que o indivíduo consiga identificar aquilo que realmente quer e definir quais comportamentos dele são necessários para chegar ao objetivo.

É um processo longo e difícil, pois muitas vezes a pessoa pode sabotar seu próprio processo terapêutico. É preciso falar e lidar com esse sofrimento, pois nesse caso a pessoa se satisfaz com o sofrimento de maneira inconsciente, sentindo-se bem com tudo que a destrói.

A mudança de hábitos é algo essencial para o tratamento, garantindo que o desejo de mudança se concretize através da alteração dos padrões comportamentais. Para isso, é preciso entender que o processo exige muita determinação na terapia, tanto do paciente e do terapeuta.

Se você se identificou com esse post, consulte um psicólogo do Psicologia Viva e receba o diagnóstico correto.

“Confiar em si mesmo não garante o sucesso, mas não fazê-lo garante o fracasso.”

Albert Bandura

Pamela Farias

Olá, meu nome é Pâmela Farias e sou formada em Psicologia, realizo atendimento online com adolescentes e adultos e no consultório com crianças, adolescentes e adultos. Durante minha formação atuei em estágios curriculares em um Serviço Escola da instituição realizando atendimento clínico, executando intervenções em Psicologia Comunitária e em um Centro de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil. Compreendo que todos precisam de um aconselhamento e um apoio psicológico em algum momento da vida por motivos diversos. Uma orientação psicológica deve ser vista como forma de acolhimento e escuta conforme a necessidade de cada pessoa, livre de julgamentos e em um espaço onde o indivíduo possa expressar suas angústias e anseios. Irá lhe auxiliar também no autoconhecimento e trazer mudanças efetivas na sua vida, criar um espaço de acolhimento através do nosso contato, caminhando sempre em direção a mudança. Faremos sessões semanais de 50 minutos, também disponibilizo horários não comerciais para melhor atender os pacientes.
Pamela Farias

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