ciume

Qual seu tipo de ciúme: normal, exagerado, obsessivo ou patológico?

É muito comum nós seres humanos termos ciúmes de diferentes coisas, no entanto, os ciúmes no relacionamento conjugal, podem afetar de forma avassaladora.

Ao longo da vida é necessário que cada um faça sua autoavaliação para identificar a intensidade destes ciúmes e se estão sendo benéficos ou prejudiciais. Atente-se a estas diferenças para se autoavaliar:

Ciúme normal:

Geralmente surge em breves momentos quando uma pessoa sente-se insegura da possibilidade de perder seu companheiro. Este ciúme costuma ser proporcional ao motivo, e a pessoa consegue guardar para si se for necessário ou sabe falar com o companheiro de forma apropriada.

Assim como ele surgiu, desaparece e não causa desconforto significativo ao companheiro.

Ciúme exagerado:

Acontece em pessoas que são inseguras, que têm medo de perder e têm baixa autoestima. Para desencadear o ciúme exagerado pode haver ou não um motivo, pois a pessoa pode fantasiar algo e acaba agindo de uma forma que causa sofrimento no companheiro.,

Por exemplo: quando a pessoa tem interesse em saber sobre todos os relacionamentos anteriores; verifica onde o companheiro está, com quem está e quer saber o máximo sobre essas pessoas; confere o smartphone, redes sociais, carteira e roupas íntimas; pode até chegar a mentir para testar se a resposta do companheiro é igual a uma outra resposta dada anteriormente.

A intensidade deste ciúme é moderada, a pessoa tem dificuldade em se perceber como ciumento e ainda pode ter doenças mentais.

Ciúme obsessivo:

Corresponde à pessoa que tem pensamentos indesejáveis, involuntários, repetitivos e até absurdos sobre a infidelidade.

Muitas vezes, mesmo sabendo do pensamento infundado, pode: ficar refletindo sobre provas infundadas e angustiantes quanto a possibilidade de traição; perde um tempo significativo pensando; o sentimento do amor é uma imposição, uma força avassaladora que domina e manda na pessoa.

Existe uma briga interna na pessoa ciumenta e frequentemente ela está comprometida com outras doenças mentais.

Ciúme patológico:

Quando a pessoa tem suspeitas fantasiosas, imaginárias e infundadas, geralmente sem corresponder com a realidade sobre seu companheiro.

Este ciúme patológico pode gerar atitudes como:

  • inspeção obsessiva, repetitiva e contínua de coisas para conferir se o companheiro pode estar traindo;
  • evita encontros sociais; acredita que qualquer pessoa pode estar facilitando a traição do companheiro;
  • perde o controle com muita facilidade e tem atitudes violentas;
  • sente um desejo incontido de controlar o companheiro que seria visto como sua posse;
  • quer atenção exclusiva;
  • finge compreensão para interrogar o companheiro e “dá o bote” (tem constante e frenética busca de evidências e confissões que confirmem suas suspeitas, mas, a confissão não o satisfaz, ai volta a torturante busca da confissão).

O ciúme tem um tempo de duração indefinido, a pessoa geralmente não se aceita como ciumento, é dissimulada, mente muito, engana e pode chegar ao homicídio e ter patologias emocionais sérias.

Uma pessoa com ciúme prejudicial, primeiramente precisa ter o insight, reconhecer que está sendo ciumenta de forma intensa e lesiva, depois deve procurar avaliação e tratamento psicológico, ainda pode ser encaminhada para conduta psiquiátrica.

Note que o ciúme normal sujeita o companheiro a se sentir valorizado, faz bem.

Mas, o ciúme exagerado, obsessivo ou patológico leva ao sofrimento do companheiro, e ele pode ser considerado codependente, ou seja:

  • o companheiro pode ter incapacidade de manter relacionamento saudável;
  • nega a realidade, tendo enorme dificuldade em se afastar do ciumento;
  • desenvolve perspectivas fantasiosas de dias melhores;
  • esquece-se de si mesmo e vive a vida do outro, vive em função da pessoa problema (ciumenta).

Então esse codependente não vivencia de forma saudável, apresenta dificuldades em lidar com questões emocionais e também precisa de avaliação e tratamento psicológico.

O ciúme danoso prejudica muitas vidas, então a autoavaliação do ciúme não pode ser deixada de lado! Se for necessário busque orientação psicológica.

Gisele Maraschin

Atuo desde 2007 e ser psicóloga é poder desfrutar da paixão e admiração que tenho pelo ser humano. É poder ajudar alguém nem que seja só por uma escuta confiável. É poder compreender e fazer o outro se compreender melhor para fazer boas escolhas. Ser psicóloga é uma mistura de satisfação e gratidão!
Gisele Maraschin

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