Discalculia: Sintomas, causas e tratamento – Tudo que você precisa saber

Dez em cada cem pessoas em todo o mundo têm um transtorno específico de aprendizagem. A discalculia aparece com uma frequência elevada: em torno de 3% a 6% dos casos.

Você conhece o transtorno da discalculia? O objetivo desse artigo é esclarecer alguns aspectos que envolvem esse transtorno e quais os principais sintomas em cada fase escolar.

Observa-se que ter dificuldade em aprender matemática incomoda menos do que ter dificuldades em leitura e escrita, uma vez que, geralmente, compreender a matemática é considerado “privilégio de poucos”.

Entenda a discalculia

A palavra vem do grego (δισ, má) e do latim (calculare, contar), formando assim o “mal contar“.

Quem tem discalculia possui dificuldade para entender a quantidade das coisas e, por isso, muita dificuldade para entender os números e o que eles representam.  Ou seja, o transtorno pode ser caracterizado pela baixa capacidade em manejar números e conceitos matemáticos.

Pois, o transtorno provoca interferência na aprendizagem de tudo que está relacionado a números, como: realizar operações, entender conceitos e aplicações.

Como a discalculia age no cérebro

De acordo com a Neurociência a habilidade de lidar com números depende de uma rede específica no cérebro localizada no sulco intraparietal. Em particular, a aritmética é uma habilidade básica do cérebro humano pois os números fazem parte do nosso cotidiano, por exemplo, números telefônicos, senhas bancárias, velocidade do automóvel etc.

Pesquisas indicam que na discalculia o padrão de ativação cerebral é menos preciso, ou seja, ocorre menor ativação do sulco intraparietal (sugerindo um processamento neuronal de numerosidade ineficiente) e maior ativação de outras áreas.

Por exemplo, ocorre maior recrutamento de áreas de apoio associadas à memória de trabalho, à atenção, às funções executivas e à representação dos dedos, o que provavelmente é um mecanismo de compensação da função menos efetiva do sulco intraparietal.

O novo manual da Associação Americana de Psiquiatria, DSM-V, não coloca mais como critério de diagnóstico de discalculia a necessidade de comprovação por avaliação psicométrica de discrepância entre a capacidade cognitiva e o desempenho matemático.

O mau desempenho matemático pode ser confundido com o transtorno, ou pode se associar a ela, agravando-a.

Algumas vezes, quando uma criança tem dificuldade escolar só na matemática, mas vai muito bem com a leitura, é possível que pais e educadores não entendam o quanto isso pode ser prejudicial no futuro.

Por alguma razão, pode ser que sejamos mais tolerantes com as dificuldades de aprendizagem da matemática, mas não deveria ser assim.

Principais sintomas

Ao longo da vida escolar, é possível perceber alguns sintomas que podem indicar a presença de transtornos que dificultam o aprendizado.

A discalculia pode ser reconhecida através, principalmente, da dificuldade em aprender a noção de números, contar nos primeiro e realizar cálculos simples nos primeiros do ensino fundamental. Porém, também é possível notar sintomas em outras fases. Entenda:

Pré-escola

  • Durante os anos pré-escolares, a principal dificuldade que pode indicar risco de dificuldades em matemática a longo prazo, é o aprendizado atrasado das tamanhos associadas às palavras numéricas e aos algarismos arábicos (ou seja, aprender seus valores cardinais).
  • Problemas para organizar coisas de maneira lógica (organizar brinquedos por categoria, por exemplo).
  • Dificuldade em aprender a contar e ignorar números muito tempo depois que as crianças da mesma idade podem se lembrar de números na ordem correta.
  • Pouca ou nenhuma facilidade para reconhecer padrões, como menores a maiores ou mais altos e baixos.
  • Tem problemas para reconhecer símbolos numéricos (dificuldade para compreender que “7” significa sete).
  • Não parece entender o significado da contagem.

Ensino fundamental

  • Nos primeiros anos do ensino fundamental, uma baixa compreensão das relações entre os números (por exemplo, 17 = 10 mais 7).
  • Tem dificuldade em aprender e lembrar fatos matemáticos básicos, como 2 + 4 = 6.
  • Sofre para identificar +, – e outros sinais, e para usá-los corretamente.
  • Pode ainda usar os dedos para contar em vez de usar estratégias mais avançadas, como a matemática mental.
  • Luta para entender palavras relacionadas a matemática, como maior e menor.
  • Tem problemas com representações visuais e espaciais de números, como linhas numéricas.

Ensino médio

  • Tem dificuldade em entender valores.
  • Apresenta problemas para escrever números claramente ou colocá-los na ordem correta.
  • Tem problemas com frações e com medidas
  • Encontra dificuldade em acompanhar a pontuação em jogos esportivos.

Universidade e vida adulta

  • Dificuldades para estimar custos ao fazer compras, para aprender conceitos matemáticos mais complexos (além dos fatos numéricos).
  • Menor habilidade no gerenciamento financeiro, problemas para estimar a passagem do tempo (o que pode levar a problemas para seguir cronogramas ou estimar a duração das atividades).
  • Dificuldade para realizar cálculos mentais (sem auxílio de calculadora ou lápis e papel).
  • Dificuldade para achar mais de uma solução para um mesmo problema ou na resolução de problemas complexos (com muitas operações simultâneas, por exemplo)
  • Dificuldade para estimar com precisão e velocidade ou julgar distâncias (por exemplo, ao dirigir ou praticar esportes).
  • Luta para aplicar conceitos de matemática ao dinheiro, incluindo estimar o custo total de uma compra, fazer mudanças exatas e descobrir uma dica.
  • Luta para entender as informações mostradas em gráficos ou planilhas.
  • Tem dificuldade em medir coisas como ingredientes em uma receita simples ou líquidos em uma garrafa.
  • Tem problemas para encontrar abordagens diferentes para o mesmo problema de matemática.
  • Dificuldade em compreender o tamanho, medir uma distância ou quantidade de uma determinada substância.

Ou seja, podemos resumir as principais dificuldades para aqueles que lidam com a discalculia são, basicamente:

  • A compreensão e memorização de conceitos matemáticos, regras e/ou fórmulas.
  • A sequenciação de números (antecessor e sucessor) ou em dizer qual de dois é o maior.
  • Diferenciação de esquerda/direita e de direções (norte, sul, este, oeste).
  • Compreensão de unidades de medida.
  • Tarefas que impliquem a passagem de tempo (ver as horas em relógios analógicos).
  • Tarefas nas quais é necessário lidar com dinheiro.

Como é realizado o diagnóstico

Esse tipo de transtorno raramente é diagnosticado antes do final do terceiro ano, pois é preciso que já tenha ocorrido suficiente instrução formal em matemática para que se possa identificar as dificuldades da criança.

Embora seja o professor o primeiro a detectar que o aluno não atinge os objetivos propostos para a sua faixa etária e nível de escolaridade, não é ele quem realiza o diagnóstico da criança. É necessário o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar.

É importante que o diagnóstico da discalculia seja feito o mais cedo possível, já que a partir dos sete ou oito anos, com a introdução dos símbolos específicos da matemática e das operações básicas, os sintomas se tornam mais visíveis.

Dessa forma, intervenções pedagógicas adequadas poderão ser iniciadas e não ocorrerá um comprometimento do desenvolvimento escolar de forma global, fazendo ainda com que o aluno não se sinta inseguro, com medo de novas situações e que não tenha baixa autoestima devido a críticas e punições de pais e colegas.

O diagnóstico exige a avaliação de uma equipe multiprofissional, em especial o psicólogo, o psiquiatra, o fonoaudiólogo e o psicopedagogo, com aplicação de testes específicos para testar:

  • Memória de trabalho
  • Abstração
  • Atenção
  • Concentração
  • Linguagem
  • Compreensão de quantidades
  • Compreensão de números
  • Contagem
  • Outras habilidades matemáticas

Relação com outros transtornos de aprendizagem

A comorbidade é a regra nos transtornos de aprendizado. Assim, pessoas com discalculia podem comumente também apresentar dislexia, TDAH, ansiedade matemática, entre outros problemas.

A causa dessa dificuldade de aprendizagem matemática não está totalmente esclarecida, mas certamente fatores genéticos estão envolvidos, uma vez que há maior incidência em pessoas da mesma família que na população geral.

Distúrbios genéticos associados são: síndrome de Turner, síndrome do X frágil, síndrome de Gerstmann. É possível entender então, que algumas crianças nascem com uma sensibilidade genética maior aos acontecimentos do dia a dia.

Tipos de discalculia                                           

Com base nos sintomas, é possível detectar diferentes formas de manifestação do transtorno, são elas:

  • Verbal: nomear as quantidades matemáticas, os números, os termos, os símbolos e as relações.
  • Practognóstica: tornar práticos conceitos matemáticos teóricos, por exemplo, trabalhar equações.
  • Léxica: na leitura de símbolos matemáticos. As discalculias léxica e gráfica parecem estar relacionadas à dislexia.
  • Gráfica: na escrita de símbolos matemáticos.
  • Ideognóstica: fazer operações mentais e na compreensão de conceitos matemáticos.
  • Discalculia operacional: na execução de operações e cálculos numéricos

Graus da discalculia

Além dos diferentes tipos, a discalculia também pode ser classificada pelo grau de acordo com a intensidade que afeta o discalculo.

  • Leve: quando a criança discalculia reage favoravelmente à intervenção terapêutica;
  • Médio: coexiste com o quadro da maioria dos que apresentam dificuldades específicas em matemática;
  • Limite: quando se verifica a existência de uma lesão neurológica gerada por traumatismos que provoca um déficit intelectual.

As implicações da discalculia em diferentes áreas

Esse transtorno de aprendizagem continua sendo alvo de estudos e descobertas. Dessa forma, cada área apresenta uma compreensão sobre ele.

Linguística – diz que os números só podem ser interpretados com a assimilação da linguagem. Sendo assim, o discalculo apresenta deficiência na elaboração do pensamento devido à dificuldade no processo de interiorização da linguagem.

Psicologia – defende que aspecto emocional interfere no controlo de determinadas funções, caso da memória, da atenção e da percepção, por exemplo.

Genética – apontando para a determinação de um gene responsável pela transmissão dos transtornos ao nível dos cálculos.

Pedagogia – vêm apontar a discalculia como uma dificuldade diretamente relacionada com os fenómenos que sucedem no processo de aprendizagem, como métodos de ensino desadequados, inadaptação à escola, entre outros.

A importância da intervenção e busca por tratamento

O conhecimento e as habilidades matemáticas fazem parte da nossa vida cotidiana. A matemática desempenha um papel decisivo na formação do cidadão, pois um bom desenvolvimento da habilidade de raciocínio lógico-dedutivo interfere na capacitação intelectual e estrutural do pensamento.

A Matemática está no nosso dia a dia, desde verificar as horas no relógio as compras no mercado recebendo o troco. Crianças que não lidam bem com números apresentam autoestima baixa, principalmente no ambiente escolar onde evita responder por medo de errar, e os colegas zombarem dele ou dela.

Os pais e professores têm um papel fundamental no cuidado com essa criança, tanto como auxiliadores no seu processo de aprendizagem quanto como facilitadores, ajudando a criança a encontrar formas de lidar com a discalculia.

Como os pais podem ajudar

Os momentos de lazer e brincadeira são ideais para trabalhar conceitos matemáticos e lógicos com as crianças. Principalmente por não contarem com a pressão escolar ou a necessidade de acertar sempre.

Jogo de videogame ou computadores são recomendados pois contam com os níveis de fases concluídas e alguns pedem esforço lógico para resolver situações de cada fase. Ao jogar bola com as crianças, é possível incentivá-las a contar o número de gols ainda analisar a distância do chute para o pênalti.

Da mesma forma é possível encontrar pretextos para exercitar os conceitos matemáticos, por mais simples que sejam, em muitos outros tipos de brincadeiras, tal como brincar de casinha, por exemplo, já que é necessário ter uma noção do espaço necessário para os brinquedos. Convidar a criança para ajudar a preparar as refeições – contar os ingredientes, quantas pessoas irão comer etc- também é uma opção válida.

Estratégias para o ambiente escolar

Assim como os pais, os professores também podem contribuir de forma significativa no desenvolvimento do aluno com discalculia. Conheça algumas estratégias recomendadas:

  • Use papel quadriculado para os alunos que têm dificuldade em organizar as ideias no papel, permitindo que cada número esteja em um quadrado diferente.
  • Incentive o aluno a ler os problemas matemáticos em voz alta, mesmo que não sejam problemas verbais (p. ex., 3+7=). Pratique estimar (tentar adivinhar) como uma forma de começar a resolver problemas de matemática.
  • Introduza novas habilidades a partir de exemplos concretos e, mais tarde, mude para aplicações mais abstratas.
  • Explique ideias e problemas de forma clara e incentive os alunos a fazerem perguntas sobre como eles funcionam.
  • Forneça um lugar para trabalhar com poucas distrações, tendo, se necessário, lápis, borracha e outros materiais à mão.
  • Confira mais tempo a realização das tarefas que envolva aritmética e valorize o raciocínio matemático mais que a realização do cálculo em si.
  • Forneça materiais de referência sempre que possível como tabuadas, fórmulas e calculadora, principalmente na realização de tarefas avaliativas cujos problemas exijam a realização de vários passos encadeados para se chegar à resposta.
  • Seja criativo: usar situações diferentes para ensinar matemática (jogos, preparo de receitas, montagens, construção, etc.).
  • Programas de informática podem ajudar: aspecto lúdico, ferramenta atrativa para crianças.
  • Repetição, muita repetição. Prática diária de uns 40 minutos. Pouco a pouco. Passo a passo.
  • Retomar o conteúdo para confirmar se a via de raciocínio é correta, ou se apenas decorou o resultado.
  • Ter certeza de que houve consolidação. Ensinar a estratégia de raciocínio.
  • Ambiente de tarefa deve ser limpo, claro, organizado (gavetas, cada coisa em seu lugar) e com poucos estímulos. Os horários de tarefa devem ser sempre os mesmos. Um relógio e um calendário na parede ajudam a organizar o tempo e a estabelecer metas. Pausas são importantes.
  • Apoiar emocionalmente, reduzir a ansiedade, melhorar a autoestima: a criança precisa ter atividades associadas às coisas que ela consegue fazer bem. Isso lhe reassegura de que é inteligente e capaz e a ajuda a persistir neste muitas vezes frustrante caminho do treino matemático.

Famosos que são portadores de discalculia

Quem disse que o discalculo não é uma pessoa capaz? É importante ressaltar que as pessoas com discalculia podem ser talentosas e criativas e possuir altas habilidades linguísticas.

Alguns exemplos de pessoas com o transtorno e que trouxeram contribuições fantásticas para a humanidade são:

  • Alexander Graham Bell: a aptidão do inventor do telefone para realizar cálculos nunca foi aprimorada e permaneceu insignificante até o fim da sua vida.
  • Benjamin Franklin: inventor do para-raios, aquecedor de Franklin e das lentes bifocais. Ele também deixou a escola aos 12 anos de idade, pois “falhava” em matemática. Ele é o homem na nota de 100 dólares.
  • Charles Darwin: o pai da teoria evolutiva da seleção natural, odiava matemática quando era apenas um estudante do colegial. Sua biografia mostra isso quando Darwin assume: “Eu tentei matemática, mas pego tudo muito devagar”.
  • E.O. Wilson: autor de vários livros sobre assuntos desde a evolução e biologia até filosofia e conservação, é considerado a autoridade máxima do mundo quando o assunto são formigas. Informou que criou uma relação melhor com os números somente aos 32 anos de idade, quando já era um professor da Universidade de Harvard.
  • Jack Horner: se você é fã da série de filmes “Jurassic Park”, deve agradecer muito a Jack Horner. O paleontólogo que eternizou esses animais tinha enormes dificuldades na escola, e não só com Matemática, mas também com leitura e escrita em geral.
  • Thomas Edison: entre suas contribuições estão: a lâmpada elétrica incandescente, o gramofone, o ditafone, o microfone entre outros. Ele saiu da escola aos 12 anos de idade, pois se achava “estupido”.

Qualidade de vida e discalculia

Podemos concluir que pessoas com discalculia podem ser muito inteligentes, criativas e esforçadas. Trata-se de um cérebro que tem um funcionamento diferente dos outros no que se refere à forma de processar informações específicas de natureza quantitativa, mas que não deixa de conter um enorme potencial.

A participação da família e da escola é fundamental no reconhecimento dos sinais de dificuldade; torna-se necessário que alunos, família e professores busquem orientações para lidar com os transtornos de aprendizagem, procurando a intervenção de um profissional especializado.

É recomendado buscar a ajuda de um psicólogo ou psicóloga. Esse profissional irá avaliar como está a criança, o adolescente ou o adulto emocionalmente, verificando grau de ansiedade, depressão e medos, vergonha, temor de ir à escola, bullying e frustrações.

Não existe um período de durabilidade do tratamento igual para todas as pessoas, isso é definido de acordo com os resultados obtidos, a gravidade do transtorno e a presença de comorbidades.

O trabalho é em conjunto com os pais, portanto, as intervenções cognitivas são para o paciente e para os pais.

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Referências

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual Diagnóstico e Estatístico de

Transtornos: DMS IV. 5ª ed. Porto Alegre: ARTMED, 2014.

BASTOS, J. A. O cérebro e a Matemática. São Paulo: Autor, 2008.

BERNARDI, J. Discalculia: O que é? Como intervir? 1.ed. São Paulo: Paco Editorial, 2014.

CAMPOS, A. M. A. Discalculia: Superando as dificuldades em aprender Matemática. 1.ed.Rio de Janeiro: Wak, 2014.

KAUFMANN L, Wood G, RUBINSTEN O, HENIK A. Meta-analyses of developmental fMRI studies investigating typical and atypical trajectories of number processing and calculation. Dev Neuropsychol. 2011; 36(6):763-87.

Leonor N Medeiros Campos

Ola, seja muito bem-vindo(a)! Eu me chamo Leonor e sou Psicóloga há trinta e cinco anos. Atuo como psicóloga clínica com a Psicologia Positiva e aTerapia Cognitvo-comportamental. E, somando-se às experiências no desenvolvimento de pessoas em RH, o meu objetivo é trabalhar o seu autoconhecimento e através da psicoeducação, que você consiga lidar com seus problemas e superá-los, tenho vivência e muita experiência em construir resiliência. Vamos agendar uma consulta? Conversa com a Psicóloga Leonor por email ou whatsApp e negocie o agendamento. “Há dez anos perdi meu filho com 21 anos e meu netinho com um ano em um acidente de carro. Com estas perdas precisei construir novos recursos para continuar a viver. Percebi que a vida só tinha significado quando ajudava o outro a encontrar também recursos e a obter um novo sentido em suas vidas.” (L.C.) Leonor é psicóloga há 35 anos CRP 04/3487, trabalha com foco nas necessidades de seus clientes, acolhendo e estruturando sessões de atendimento psicológico epsicoterapia diferenciados para cada pessoa e de acordo com o contexto atual. O acolhimento e compreensão do sofrimento humano abrem novas possibilidades e ressignificações para superação dos momentos de dificuldade e de grandes perdas como: um filho, um ente querido, perda de um relacionamento, de um emprego e outras perdas. A profissional tem seu trabalho conduzido pela ética e pelo respeito ao indivíduo garantindo o sigilo absoluto em cada atendimento. Seguindo a abordagem da terapia cognitivo comportamental e estratégias de mindfulness, Leonor atua em atendimento individual (adolescente e adulto), casal, família. Orientando e intervindo em quadros de depressão, ansiedade, fobias, síndrome do pânico, dificuldades de aprendizagem, stress, traumas, sofrimento psíquico grave, dentre outras questões. E, em orientação profissional e vocacional. Aplicação de testes e laudos psicológicos. O cliente pode entrar em contato com a psicóloga por email para acertar horários que melhor se adequem à sua necessidade.

One thought on “Discalculia: Sintomas, causas e tratamento – Tudo que você precisa saber

  1. Boa tarde, Leonor! Muito obrigada pelas informações, estou iniciando minha carreira como Psicopedagoga, estou atendendo um aluno, nossa como deu trabalho chegar a uma conclusão. Garoto muito inteligente, lê e fala tudo corretamente, faz lindos desenhos, com orientação consegue realizar todas as atividades, mas suas notas deixa a desejar.
    A mãe ficou desesperada com os últimos resultados, ao pedir para ver a prova notei que ele colocava o sinal de x e fazia a conta de +, fui observando e der repente um estalo “discalculia”. Então as pesquisas confirmaram.

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