FAA e sua relação com o Autismo

Saiba o que é FAA e qual sua relação com o autismo

Atualmente muitos pesquisadores da área da saúde têm estudado sobre o autismo, um transtorno definido pela presença de déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, atualmente ou por história prévia, de acordo com o DSM-V.

Algumas crianças com autismo parecem “normais” antes de um ou dois anos, mas de repente “regridem” e perdem as habilidades linguísticas ou sociais que adquiriram anteriormente.

Uma pessoa com autismo pode apresentar os sintomas:

  • Ter visão, audição, tato, olfato ou paladar excessivamente sensíveis;
  • Ter uma alteração emocional anormal quando há alguma mudança na rotina;
  • Fazer movimentos corporais repetitivos;
  • Demonstrar apego anormal aos objetos.

Os sintomas do autismo podem variar de moderados a graves.

O que é o FAA?

Com a ampliação destes estudos foi descoberto que pais ou irmãos de crianças que possuem TEA (Transtorno do Espectro Autista) também apresentam características comportamentais semelhantes a estas crianças, mas não preenchem os requisitos mínimos para serem diagnosticados com o transtorno.

Este quadro é denominado de FAA (Fenótipo Ampliado do Autismo) corroborando para teorias de hereditariedade na qual o transtorno pode ser passado geneticamente dos pais para os filhos.

O FAA é realmente comprovado?

As primeiras pesquisas encontradas sobre FAA são de 1991. Nessa época, o autismo era entendido como um distúrbio psicológico caracterizado por problemas de relacionamento ou problemas afetivos envolvendo os familiares.

Atualmente, com o avanço da ciência e tecnologia, entende-se que o transtorno possui uma base neurobiológica complexa e hereditária.

Estudos apontaram que algumas expressões das crianças com TEA, também estavam presentes em parentes próximos das crianças, como pais ou irmãos. Porém as expressões e características encontradas nas famílias se apresentam de forma mais leve, não diagnosticando o transtorno de forma completa. A prevalência do transtorno nas famílias varia de 12 a 30% e os pais do sexo masculino apresentam mais características do que as mães.

Quais os sintomas do FAA?

Existe uma série de sintomas que podem estar ligados às condições do FAA, como retraimento social, dificuldade de linguagem e comunicação, dificuldades cognitivas, rigidez quanto à sociabilidade, dificuldade para adaptação a mudanças, comportamentos repetitivos, rituais estereotipados, etc.

Os sintomas podem aparecer de formas variadas em maior ou menor grau, não apresenta uma generalização ou freqüência de quais sintomas seriam mais recorrentes.

O Fenótipo Ampliado do Autismo ou FAA possui apenas alguns dos sintomas do TEA, não chegando a preencher os requisitos mínimos para o diagnóstico de autismo. Por isso, é necessário que parentes de pessoas com TEA busquem profissionais qualificados para que não ocorram incoerências no diagnóstico daquilo que pode ou não ser um sintoma de FAA.

Uma avaliação adequada pode distinguir o que é patológico, o que situacional ou o que é da pessoa, trazendo assim linhas de tratamentos favoráveis para os pacientes.

Como é feito o tratamento?

Os estudos realizados para o entendimento do TEA e do FAA trouxeram diversas avaliações (como instrumentos psicológicos, escalas, entrevistas e técnicas que podem ser utilizadas para o diagnóstico diferencial de cada quadro). Assim, orienta-se a investigação que o psicólogo busca fazer de forma mais adequada.

Esta avaliação é fundamental para a confirmação do diagnóstico de autismo da pessoa que se encontra em avaliação ou em tratamento psicológico. Este processo deve e pode ser ampliado para a família, sendo feito de forma detalhada e minuciosa. Sua conclusão pode trazer tratamentos diferenciados e apropriados para cada membro da família, dentro de seus respectivos sintomas e características.

Existe uma série de métodos de habilitação de aprendizagem e desenvolvimento para que as pessoas com espectro de autismo e FAA tenham uma boa qualidade de vida!

Você já tinha ouvido falar sobre FAA? Comente! 🙂

Robson Pereira da Silva

Olá, me chamo Robson e atuo com Psicologia Clínica e Avaliação Psicológica. Atendo em consultório particular na cidade de Belo Horizonte no Bairro Funcionários, utilizando da abordagem Existencial trabalho com o que ocorre "aqui e agora" sendo que o psicologo existencial é visto como um co-autor da história de vida do paciente, trazendo um espaço para reflexão, compreensão, abertura, liberdade e autenticidade de ser. Através dessas premissas convido o paciente a caminhar pela travessia da vida numa perspectiva humana e empática. Também atuo com avaliação Psicológica, atuando como um investigador utilizando técnicas, entrevistas e instrumentação adequada para o melhor entendimento de uma situação. Tem dúvidas? Me manda uma mensagem no whatsapp, podemos conversar.
Robson Pereira da Silva

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