Leis que influenciam no sucesso da vida

O amor se adapta a uma ordem e assim pode florescer, assim como a semente se adapta ao solo e ali cresce e prospera.” (Bert Hellinger)

Existem três leis que são inerentes em qualquer relacionamento ou investimento feito na vida. São elas: pertencimento, hierarquia e equilíbrio.

Pertencimento

Toda pessoa existe inserida em um meio. As pessoas que fazem parte desse meio precisam ter o seu lugar preservado. O meio não admite exclusão, pois sempre que alguém ou alguma situação for excluída, outra pessoa, que veio depois, por amor repetirá o que fora excluído no intuito de que isso seja olhado e reintegrado. Isso acontece de forma inconsciente e independe da vontade. Julgamentos, acusações, moralismo, nada é mais forte do que a força do meio em fazer com que todos que façam parte tenham o seu lugar preservado e respeitado, independentemente de qualquer ação, julgamento, crime, dor ou culpa. Se a pessoa faz parte, o meio vai fazer com que o seu lugar a “chame” de volta.

Por exemplo: consumo de drogas, homossexualidade, assassinato, abuso, traição, aborto, prostituição, suicídio, qualquer tema que tenha ocorrido no meio que cause aversão a ponto de esconderem o fato, fingirem que nunca aconteceu. Outra pessoa, que nasceu depois, repetirá o destino desse que fora excluído no intuito de que possa retornar e ser aceito, assim como foi. Quando isso acontece, liberta a todos do meio e a vida volta a fluir com mais força e leveza.

Concordar com o que houve, sem julgar, sem medo e sem intenções. Essa é chave.

Hierarquia

Quem veio primeiro tem prioridade. Essa é outra lei que o próprio meio faz cumprir. Quem veio depois, nasceu depois, ou mesmo entrou em uma empresa depois, e chega querendo saber mais, ser mais, ser melhor do que quem veio antes terá uma força muito grande atrapalhando e impedindo seu progresso. Essa postura diante da vida e das pessoas, ao invés de dar poder, como inocentemente esperam, tiram a força que a pessoa teria para realmente contribuir a partir do SEU lugar. Quem veio depois é sempre menor e deve respeitar quem veio antes.

Se a pessoa insiste em não respeitar isso, a vida fará com que perceba. Como? Sofrendo, frustrando, fracassando, não evoluindo. Isso é insistir no que não dá certo.

Aprender a ter humildade e reconhecer os antecessores, reconhecer o próprio tamanho é a chave para o sucesso nessa lei.

Filho caçula veio depois. É quem recebeu mais, quem teve mais, quem é mais cheio. Por amor, sente-se na obrigação de retribuir aos pais, aos irmãos mais velhos, a querer cuidar e determinar soluções para a família, achando que está ajudando seu meio. No entanto, só atrapalham. Ao fazer isso, é como se estivesse chamando os antecessores de incompetentes. E como resolver isso? Com a terceira lei. Equilíbrio. Passando adiante o que ganhou, o que aprendeu, o que recebeu da vida. Só passando adiante poderá ser grande. Diante dos pais, nunca poderemos equilibrar, pois nunca poderemos dar a eles a vida. A forma de equilibrar aqui é simplesmente passar adiante.

Equilíbrio

Essas leis são simultâneas. Não tem uma ordem entre elas. Acontecem juntas.

A lei do equilíbrio mostra que nos sentimos melhor se retribuímos. Se só ganhamos, nos sentimos no dever de retribuir. Isso é o natural.

Em relacionamento de casal, essa lei é fundamental para o sucesso da união. Se só um dá e o outro só recebe, quem recebe tende a sair do relacionamento primeiro, pois não suporta o peso de não retribuir. Afinal, só somos capazes de dar o que temos. Por isso, às vezes surgem expectativas em relação ao que o outro deve lhe dar, mas se esse outro não tem para dar, o parceiro acaba se frustrando. Aqui mostra a importância de saber respeitar o tamanho de cada um, o que cada um traz consigo e o que tem disponível para o relacionamento.

Quem só dá se coloca como grande, como maior, e o que só recebe fica como pequeno, incapaz. Com isso, a relação tende a romper.

A chave aqui é equilibrar. Se receber, retribua. Se não recebeu retribuição, diminua o que tem dado. O equilíbrio é fundamental para a evolução não só da relação, mas para o êxito de um modo geral.

Como já dito, não conseguimos equilibrar com nossos pais. O que ganhamos deles – a vida – é grande demais para conseguirmos retribuir a eles. Aqui, a forma que temos de equilibrar é passando a vida adiante, passando o que recebemos, o que aprendemos, servindo. Só dessa forma voltamos a equilibrar com a vida e, consequentemente, com nossos pais.

Esses são princípios básicos que nos foi dado por meio da Constelação Familiar, ferramenta elaborada por um alemão chamado Bert Hellinger. Hoje ele tem 90 anos e, nesse mês de abril, ele está no Brasil apresentando as evoluções de sua ferramenta, contribuindo com o progresso e o crescimento nos relacionamentos, na saúde, na educação, nas questões jurídicas e na vida de um modo geral. Essa é uma forma de sabedora de vida aplicada.

Harmonizando com essas leis, a vida segue mais leve e com mais propósito. Ensina humildade e nos ajuda a voltarmos para o nosso lugar. Com isso, a prosperidade acontece com naturalidade e podemos seguir com nosso destino em paz.

Leia também as 8 dicas que separamos para ajudar você a desenvolver inteligência emocional.


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Elen De Paula Ribeiro

Elen de Paula Ribeiro

Como psicóloga, busco ajudar o cliente que esteja insatisfeito com algum aspecto de sua vida; que deseja compreender as causas de seu sofrimento e encontrar formas de superá-lo, como por exemplo, conflitos psicológicos, casamento, trabalho, entre outros.
Prezo por um método que incentiva o diálogo constante e vínculo colaborativo entre terapeuta e cliente. Participo ativamente do processo terapêutico fazendo perguntas e propondo atividades que levem o cliente a compreender melhor seu problema e desenvolver estratégias para superá-lo.
Busco promover a autonomia da pessoa, de forma que ela própria seja capaz, no futuro, de identificar fatores desencadeadores de problemas e eliminá-los, evitando recaídas.
Concluíndo, pauto sempre pelo conhecimento científico em Psicologia; conheço e respeito a ética; atuo em diferentes contextos considerando as necessidades sociais e os direitos humanos.
Elen De Paula Ribeiro

Elen De Paula Ribeiro

Como psicóloga, busco ajudar o cliente que esteja insatisfeito com algum aspecto de sua vida; que deseja compreender as causas de seu sofrimento e encontrar formas de superá-lo, como por exemplo, conflitos psicológicos, casamento, trabalho, entre outros. Prezo por um método que incentiva o diálogo constante e vínculo colaborativo entre terapeuta e cliente. Participo ativamente do processo terapêutico fazendo perguntas e propondo atividades que levem o cliente a compreender melhor seu problema e desenvolver estratégias para superá-lo. Busco promover a autonomia da pessoa, de forma que ela própria seja capaz, no futuro, de identificar fatores desencadeadores de problemas e eliminá-los, evitando recaídas. Concluíndo, pauto sempre pelo conhecimento científico em Psicologia; conheço e respeito a ética; atuo em diferentes contextos considerando as necessidades sociais e os direitos humanos.

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