fazer tratamento psicológico

Um psicólogo é tão importante quanto o médico ou dentista! Saiba o Porquê

Talvez você já tenha pensado em fazer terapia, mas acabou não levando a ideia adiante. Provavelmente várias dúvidas se passaram pela sua cabeça:

“Será que é o momento certo?”

“Estou mal o suficiente para buscar ajuda?”

“Terapia é sinal de fraqueza?”

“Vou conseguir desabafar com um desconhecido (a)”?

“Tenho condições financeiras de pagar a consulta”?

“O que será que os outros vão pensar?”

“A terapia vai durar a vida inteira?”

“Vou ter que tomar tarja preta?”  

Se você já se fez alguma dessas perguntas, saiba que eu também. Antes da minha primeira sessão, há oito anos, pensei em todas essas questões.

Naquela época, os estigmas em torno da terapia eram maiores, então naturalmente fiquei meio resistente no começo. Por vergonha, nem comentei com ninguém que estava procurando um psicólogo…

Hoje entendo claramente que não há absolutamente nada de errado em fazer terapia. Para mim é o melhor investimento que alguém pode fazer pela sua saúde mental. É algo tão necessário quanto à nossa ida ao médico ou dentista para uma consulta de rotina.  

Neste artigo vou explicar por que considero a terapia tão importante e por que eu acho que você deveria agendar uma sessão.

Terapia para o desenvolvimento emocional e pessoal

A terapia não é indicada somente para quem está buscando alívio para algum sofrimento, seja por conta de um luto, trauma ou transtorno mental, como a ansiedade generalizada, por exemplo.

Na verdade, qualquer pessoa pode se beneficiar da terapia, independentemente de ter ou não um problema psicológico para resolver. Não precisamos esperar que algo aconteça para cuidar da nossa saúde mental. Por que não adotar uma postura preventiva, assim como fazemos com a nossa saúde física? Não temos o costume de ir ao médico ou ao dentista regularmente? Não nos preocupamos em ter uma alimentação balanceada e praticar atividades físicas? Então…a mente também precisa de cuidados!

Nossa saúde mental requer a mesma atenção, ainda mais nos dias de hoje, em que vivemos cada vez mais sobrecarregados, cobrados e pressionados em nossas relações interpessoais e sociais. Vivemos no piloto automático e dificilmente tomamos consciência do porquê dos nossos pensamentos, comportamentos, atitudes, emoções…

Quantas vezes nem paramos para pensar sobre uma situação difícil, delicada ou sofrida que nos aconteceu? Simplesmente “varremos a sujeira para debaixo do tapete” e seguimos adiante.

Quantas vezes nos sentimos angustiados, com uma sensação de vazio no peito, sem nos dar conta de que a insatisfação no trabalho é só a ponta do iceberg? Por trás dessa queixa, há outras questões pessoais muito maiores para serem trabalhadas. Acontece que nem sempre é simples e fácil perceber isso, muito menos lidar sozinho com questões que muitas vezes causam dor, raiva, frustração, desconforto…

Daí a vantagem de ter um psicólogo ao nosso lado. Alguém de fora (não é parente, nem amigo!) que nos ajude a ter maior clareza e entendimento sobre o que acontece ao nosso redor e dentro de nós mesmos. Um especialista em comportamento humano para nos fazer questionamentos, propor reflexões, apresentar alternativas, apontar caminhos. Um profissional para nos apoiar na nossa jornada de autodesenvolvimento e autoconhecimento. Aquela pessoa que em muitos momentos vai nos fazer parar no meio da sessão e dizer: “Poxa, eu nunca tinha pensado nisso! Não é que faz todo sentido?”.

É na terapia que temos esse apoio psicológico tão relevante. É durante as sessões que vamos ganhando autonomia e independência para tomar decisões e fazer mudanças em nossa vida. É no processo terapêutico que vamos deixando para trás aquela sensação de que estamos paralisados, de que a vida “empacou”, de que não conseguimos sair do lugar!

E quanto mais conseguimos mudar, mais percebemos o quanto evoluímos emocionalmente e pessoalmente e o quanto a terapia contribuiu para essa evolução.

Terapia para o tratamento de transtornos mentais

Os casos de transtornos mentais está crescendo de forma preocupante no Brasil e no mundo.

Não é à toa que a Organização Mundial de Saúde (OMS), vem chamando a atenção para a importância de tornar os cuidados de saúde mental uma realidade em todo o mundo. Exemplo disso é a campanha sobre depressão promovida pela OMS ao longo de 2017.

E não só o órgão vem batendo nessa tecla. Aqui mesmo, no Brasil, campanhas como Janeiro Branco e Setembro Amarelo também colocam os temas de saúde mental em evidência, como uma maneira de incentivar as pessoas a adotarem o hábito de cuidar da mente.

Aí entra a terapia, que além de contribuir para o nosso desenvolvimento emocional e pessoal, é eficaz no tratamento da depressão, transtorno de ansiedade generalizada e outros transtornos mentais.

Diversos estudos já demonstraram a eficácia da psicoterapia – especialmente a abordagem cognitiva comportamental –  como tratamento complementar à farmacoterapia (medicação).

Uma dessas pesquisas foi realizada pela Doutora em Psicologia Mariângela Gentil Savoia, que é colaboradora do Ambulatório de Ansiedade (Amban) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). No estudo, a pesquisadora concluiu que a combinação entre o tratamento medicamentoso e a psicoterapia (destaque para a Terapia Cognitiva Comportamental – TCC) apresentou o melhor resultado no tratamento da síndrome do pânico, um dos transtornos de ansiedade que mais crescem atualmente.

Por que comecei a terapia e continuo até hoje

Comecei a fazer terapia em agosto de 2009. Não estava passando por nenhum problema psicológico grave, mas sentia a necessidade de controlar melhor as minhas emoções, para ter relações mais saudáveis com os meus amigos e a minha família.

Foi essa vontade de mudar que me levou à primeira consulta. Além do mais, eu queria alguém com quem conversar abertamente sobre minhas dificuldades, desafios e situações do cotidiano.

Por mais que eu tivesse amigos e familiares próximos, eu sentia dificuldades de me abrir, de compartilhar os meus problemas. Não era por falta de confiança ou intimidade, mas por ser mais fechada mesmo.

Foi só na terapia que eu me senti mais à vontade para conversar sobre as minhas inseguranças, inquietações, angústias etc. E vi que isso é realmente importante. Vi o quanto faz diferença ter a minha psicóloga ali, à disposição para me ouvir de forma acolhedora, imparcial, sem julgamentos e opiniões não-solicitadas.

Não espero que ela me dê conselhos, nem respostas. Também não me sinto dependente dela para tomar decisões. Só quero que ela seja minha grande aliada neste processo de me desenvolver emocionalmente, de crescer na minha vida pessoal e profissional.

E é impressionante o quanto já cresci até agora. Hoje consigo fazer a minha própria reflexão a respeito do que acontece comigo. Sou capaz de entender melhor o porquê de algumas reações e posturas. Tento me policiar mais, para não repetir os mesmos comportamentos do passado. Aceito melhor as minhas fragilidades e limites.

Não é que a vida esteja bem-resolvida agora, mas sinto as coisas bem mais claras do que antes. Já consegui fazer muitas mudanças e sei que a terapia acelerou e facilitou todo o processo. É por isso que não abro mão das minhas sessões quinzenalmente – raramente eu falto. Mesmo em fases mais apertadas, financeiramente falando, fiz um ajuste aqui, outro ali para não precisar cortar a terapia. Nunca parei, porque para mim a terapia não é gasto, é um investimento. E vale muito a pena!

Marcela Machado é jornalista, tem 30 anos e é autora do blog Seja Leve.

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